Sobre o ato de escutar.


Há algo de mágico no ato de ouvir. E há algo de alquímico também. Não é só de psicologia que se trata. É de encontro.

Há pessoas que escutam nossas palavras. E até encontram alguma lógica no que falamos.

Há pessoas que escutam suas próprias histórias refletidas nas nossas. Dois monólogos acontecem aí.

Mas há aquelas pessoas que ouvem nossa alma a falar... Ah! Essas pessoas são mágicas!

Essas pessoas alcançam a vida que existem em minhas palavras. Não imaginam o quão preciosas são. Posicionam-se como acompanhante do meu viajar.

O silêncio delas é o convite que preciso para encontrar a mim mesma através de minhas histórias.

A presença delas é o suporte que preciso para percorrer a escuridão de minhas incertezas até encontrar a luz que me conecta com o que resta vivo em mim.


A conexão delas é o caminho que preciso para chegar até onde preciso: a autenticidade que mora em meu coração.


Há algo de alquímico no ato de ouvir. Quando minhas palavras encontram a inteireza de quem escuta, algo surge e que é novo para nós.

A nossa humanidade relembrada, partilhada, cultivada e fortalecida.

O produto da alquimia?

Lágrimas e sorrisos.


Flávia Vieira.

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