Síndrome do Pânico: quando o medo se torna protagonista.

Tudo começa com episódios mais fortes de ansiedade. Uma sensação de sufocamento, angústia, medo. Sensações físicas intensas de taquicardia, respiração ofegante, sudorese. Os episódios vão se tornando cada vez mais frequentes e recorrentes. Surge a sensação de enfarto e as idas ao hospital de emergência, medo da morte. Você já sentiu isso?

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“É muito real”, abordam meus pacientes. Esses são os relatos que ouço com mais frequência em pacientes com episódios de pânico. Relatam também a dificuldade de dormir, pois as crises os mantêm em alerta. A necessidade de pessoas próximas como suporte, funciona muitas vezes, como estratégia para lidar com a insegurança. Uma desordem de pensamentos e sentimentos se instala internamente. A angústia passa a ser companheira.


Começam a sentir medo ou evitar situações, como: multidões, viajar sozinho, sair de casa, frequentar lugares ou situações nos quais a fuga possa ser difícil/embaraçosa.


Esses são os sintomas gerais da Síndrome do Pânico, um Transtorno de Ansiedade severo, que causa medos intensos de morte e sintomas emocionais e físicos importantes, e que surge sem um motivo aparente.


Existem vários estudos relativos às causas geradoras da Síndrome do Pânico, entre elas, as causas emocionais e os conflitos intrapsíquicos não considerados ao longo da vida.

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É importante diferenciarmos a ansiedade normal, da ansiedade gerada pela Síndrome do Pânico:


  • Na primeira, conseguimos antecipar alguma situação conflituosa que vamos vivenciar, e funciona com o objetivo de sinalizar a necessidade de nos prepararmos adequadamente para a situação a ser vivenciada;

  • Já na Síndrome do Pânico, essa ansiedade gera sofrimento e paralisa o sujeito diante de atividades rotineiras e simples do dia a dia.

Síndrome do Pânico: formas de tratamento

O objetivo inicial do tratamento é tirar o paciente da crise com a maior brevidade. A psicoterapia, geralmente, é o tratamento inicial, e tem se mostrado bastante eficaz, pois possibilita ao paciente ressignificar medos, angústias e conflitos emocionais inconscientes e que estão, muitas vezes, na origem das crises de pânico e ansiedade.


Já nos casos mais severos, onde as crises estão mais recorrentes e intensas, o tratamento medicamentoso, com orientação psiquiátrica é essencial para reestabelecer a estabilidade emocional do paciente, minimizando as interferências negativas em sua rotina. Trabalho em parceria com médicos e psiquiatras e compreendo que o trabalho interdisciplinar só trás benefícios para o paciente.

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É importante ressaltar que a psicoterapia e a medicação também ajudam a enfrentar outras questões que aparecem de forma periférica, mas que, por vezes, acabam por intensificar alguns sintomas. Falo, por exemplo, da vergonha que se origina das crises ocorridas em lugares públicos. Esse é um dos fatores que vão estimulando o paciente a sair de casa cada vez menos, desenvolvendo até uma fobia social.


Outra questão importante que precisa ser abordada é a não compreensão da família que, por falta de esclarecimento, nem sempre consegue oferecer o suporte e o acolhimento necessários à recuperação do paciente. Muitas vezes, a maior dor do paciente não é a Síndrome, e sim, a não aceitação e não compreensão por parte de entes queridos.


Psicoterapia, medicação, amor da família e compreensão da sociedade é o tratamento que o paciente precisa para se libertar das amarras impostas pela Síndrome do Pânico.


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