Pelo direito de estar triste.


Crescemos aprendendo que tristeza não é um sentimento bem vindo. Acabou por ser categorizado como algo “ruim” e que devemos evitar. Entretanto, a tristeza não é ruim e nem boa. Ela é o que é, uma emoção básica e fundamental para a compreensão de nós mesmos e do que nos afeta.


Tristeza é um alerta de que algo machucou, doeu. É a expressão do que nos acontece na vida, seja perda, frustração, fim de ciclo, separação. É sinal de que nos deparamos com algum de nossos limites emocionais e que precisamos acolher e cuidar.


Sentir tristeza é básico para que compreendamos o que nos toca, onde e como nos afeta. É através dela que chegamos em lugares mais profundos em nós, onde habitam nossas necessidades.


Acolhê-la com paciência e serenidade, afagá-la com ternura, escutar sua mensagem, cuidar de seus pedidos com amor e deixá-la ir é o fluxo natural.


Se você se percebe sem recursos internos para viver esse processo, é momento para contar com o auxílio e carinho de sua rede de apoio ou buscar algum suporte especializado. Mas não hesite em pedir ajuda. Não sinta vergonha de se perceber triste, mesmo que socialmente você não se sinta legitimado ou validado.


É possível que após um processo de contato com a tristeza, emerja um ser mais consciente ainda de si, de seus limites, aprendendo novas possibilidades de lidar com as situações que o afetaram e mais conectado com o que é importante para sua vida.


Como você lida com a tristeza? E como esse tema chega pra você?


Flávia

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