O que podemos aprender com o conflito?


Eu te convido a pensar nessas palavras: “conflito”, “combate” e “confronto”. Faz você lembrar violência?


A comunicação não violenta nos ajuda a compreender que nosso modo de comunicar é atravessado de forma não consciente pelos efeitos da cultura de dominação e poder.


Não fomos educados para apreciar o conflito como uma forma de enriquecer a vida. Por vezes, o recebemos como algo destrutivo e que precisamos “combater”. Isto, porque inserimos o conflito no mundo do “certo” e do “errado”, vencendo quem se percebe no “lado certo” da situação.


Aprendemos a impôr o que pensamos, enfatizando o que consideramos ser “a verdade”, sem nos darmos conta de que pode não se tratar da verdade do outro, e que talvez ele tenha uma outra visão de mundo. As divergências são, portanto, inevitáveis.


Associar conflito a confronto pode gerar pensamentos polarizantes, levando a categorizarmos as situações e/ou pessoas e criarmos rótulos para elas. O que Marshall Rosenberg chamou de violências invisíveis.


A CNV nos apoia a ouvirmos os sentimentos e necessidades que o outro traz, independentemente da forma que ele está comunicando, movimento essencial para desconstruirmos a imagem de “inimigo” que criamos para aquele que diverge de nosso modo de pensar.


O conflito é uma grande oportunidade para conhecermos outras formas de pensamento, outras estratégias para cuidar de nossas necessidades, outras visões de mundo e perspectivas. Podemos aprender mais sobre a vida se colocarmos a paz como condição inicial para o cuidado de nossos conflitos e não como objetivo fim, buscando soluções que mantenham a dignidade humana e sirvam à vida.


Faz sentido pra você?


Flávia

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