Visões de Mundo - Tipo 2: O mundo valoriza as pessoas úteis e doadoras.



As pessoas que se identificam com o perfil de personalidade 2 construíram uma visão da realidade que as faz acreditar que o mundo valoriza quem é útil e doador para com as pessoas.


Desenvolveram, portanto, uma personalidade que preza o altruísmo, os vínculos afetivos e a colaboração. Desejam que as pessoas sintam-se bem e tenham suas necessidades atendidas, esforçando-se intensamente para contribuir positivamente com essa visão de mundo. Buscam ser amigas, atenciosas, presentes e afetuosas.


A partir dessa visão de mundo, compreendem que:


Cuidar dos relacionamentos afetivos é tarefa primordial;

As necessidades dos outros são mais importantes;

As pessoas têm talentos e características positivas que merecem ser elogiadas; .

A distorção acontece quando o Eneatipo 2 sofre por acreditar que precisa antes servir o outro, para ser merecedor de atenção e afeto, negligenciando suas próprias necessidades. Desenvolve, portanto, relações baseadas em dar para receber, fazendo-se necessário em demasia, correndo o risco de ser invasivo.


Além disso o orgulho vai aparecer com certa agressividade quando perceber que nem sempre as pessoas irão congregar com sua visão da realidade, levando à construção de julgamentos acerca das pessoas que não agirem com reciprocidade em relação às suas necessidades ou não se mostrarem altruístas e servidoras, de acordo com seu ponto de vista.


É saudável para as pessoas de personalidade tipo 2 compreenderem que o mundo não precisa ser visto de forma tão rígida assim, que cada pessoa é responsável por cuidar do que precisa, que atender suas próprias necessidades é tão importante quanto atender às dos outros.


Esse trabalho de crescimento interior possibilitará ao ENEATIPO 2 transformar sua visão de mundo, saindo o aprisionamento do “dar para receber” e dando lugar ao ato mais humilde de servir pelo desejo sincero do coração, liberando a necessidade de suprir carências ou de esperar reciprocidade. Desta forma, continuará a trabalhar por um mundo mais empático e compassivo, percebendo-se como aquele que também precisa do outro, e compreendendo que o amor não vem da utilidade, e sim de ser quem é.

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