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O terapeuta não liberta ninguém.



É em seu próprio processo de libertação, que ele acredita na potência do vôo.


É em seus estudos e encontro com pares, que se autoriza testemunha de outros tantos voos.


Voamos em direção a nós mesmos. No lugar do Terapeuta, ou no lugar do paciente.


Quando somos ouvidos, fortalecemos as próprias asas, à cada riso e lágrima.


Quando somos nós a escutar, inspiramos o voo, porque sabemos que ele é possível.


"É o Encontro que liberta.”

Com o Terapeuta que legitima a dor e o sofrer; com a biografia que se atualiza e se reconta; com a (im)potência que se transmuta em força.


Com esperança que se apresenta e diz:

“Voa(dor), voa! Você é livre pra sentir a dor, E também pra se libertar dela.”

Por psicóloga Flávia Vieira

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