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Construção do diagnóstico de uma doença que ameaça o fim da vida: impactos emocionais.



O momento da definição do diagnóstico é um dos mais importantes para o paciente.

Nele, o percurso de sua vida será (re)definido. É um momento esperado, principalmente por ser um processo, normalmente, desgastante.


Provavelmente essa pessoa já passou por diversos profissionais de saúde. Já estourou seu orçamento para viabilizar exames e tratamentos; comprometeu o vínculo de trabalho com ausências e faltas; gerou algum desgaste nas relações familiares e sociais, uma vez que todo o sistema relacional é impactado pelo adoecimento.


A vida da pessoa que espera pelo diagnóstico de uma doença que ameaça a continuidade da vida é permeada por ansiedade, expectativas, medos e anseios.

O alívio presente em cada diagnóstico excludente é acompanhado pela preocupação de não saber qual doença possui. Um paradoxo emocional desgastante e sofrido.


O momento do diagnóstico é, então, aquele em que finalmente o paciente poderá saber algo concreto a respeito de si. É uma “validação social” que o autoriza legitimar sua doença, dar um nome à ela e cuidar.

Perdas vão acontecendo e lutos iniciando nas diversas dimensões da vida do paciente. A despedida de uma vida presumida e a incerteza do novo modo de viver vai tomando lugar.

Em instantes, a vida-morte-vida acontece de forma intensa e profunda, em seu mundo interno. E a forma como esse movimento será experienciado na relação médico-paciente poderá ser o primeiro bálsamo de cuidado ou a primeira sensação de desamparo.


Por: Psicóloga Flávia Vieira.


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